A delegação brasileira fez o que o Brasil sabe fazer. Quebrar protocolos. O auditório em Copenhage ficou pequeno para a festa no anúncio da sede, enquanto timidamente as outras delegações se cumprimentavam pelo ótimo trabalho feito.
Talvez ter realizado o Pan de 2007 e ser uma das sedes da Copa do Mundo de 2014 contribuíram significativamente para a vitória do Rio na candidatura às Olimpíadas de 2016. Mas não. Como Obama disse em Londres em abril, o presidente Lula é o cara e roubou a cena.
Presidente Lula e seu carisma foram o trunfo, sem dúvida. É o presidente do povo. A mídia internacional destaca a presença e sua história difícil, que ele insiste em trazer à mesa nestes momentos.
Acabo pensando que se Deus realmente é brasileiro, Lula é o presidente. Nunca vi alguém tanta sorte assim. A marolinha parece ter sido confirmada – assumo ainda timidamente; liderou o Brasil a ser sede dos dois maiores eventos do mundo, Copa do Mundo e Olimpíadas; reduziu a pobreza com seus propramas assistencialistas e populistas; viu o mercado financeiro local mais do que triplicar de volume e receber o grau de investimento; quando convencia o mundo de que o biocombustível brasileiro era a solução para o mundo, descobriu a maior reserva de petróleo de todos os tempos.
Estima-se que para cada real colocado em um evento dessa proporção, até 3 reais podem ser recuperados. No projeto Rio 2016 consta que BRL 25 bilhões serão investidos. No entando, sabemos que esse valor pode se multiplicar, devido a erros, corrupção, desvios, etc. Sabe quem pagará essa conta? Eu, você, nós. Esse é o preço da igualdade que Lula disse ao se referir que a América do Sul nunca havia sediado uma Olimpíada.