A evolução dos degraus de responsabilidade social

Quando se fala em responsabilidade social corporativa, geralmente se tem em mente aquele relatorio de sustentabilidade emitido pelas empresas no fim do ano com ações realizadas durante o período que vão desde doações, campanha do agasalho, ações da Fundação / Instituto, etc, etc.

No início, as ações sociais das empresas ficavam restritas às áreas de marketing ou recursos humanos. Com o tempo e alta demanda, resolveu-se, então, criar uma área para isso, seja relações com a comunidade, responsabilidade social corporativa, bla, bla.

Desenvolver uma área específica para cuidar de responsabilidade social cria a ilusão de foco, quando na verdade está apenas criando ações com a falsa percepção de neutralização do negócio em questão. É um trabalho que não chega nem perto do core-business da empresa e, portanto, tem valor extremamente baixo, apesar de já ser um enorme passo.

Nos degraus de responsabilidade social corporativa de Ferrell, Fraedrich, Ferrel, eles já foram um pouco mais adiante. Um empresa que realmente tem responsabilidade social, tem que subir ao menos quatro degraus:

1. Legal – Cumprir todas as leis e regulamentos do governo, ou seja, pagar impostos, registrar devidamente seus funcionários;

2. Ético – Seguir padrões de conduta aceitável, definida pelos stakeholders;

3. Econômico – Maximizar para os stakeholders a riqueza e/ou valor;

4. Filantropia – Aqui, um conceito da filantropia mais americanizada, restituindo à sociedade o que dela foi tirado ou recebido.

Note, portanto, que ser sócio responsável vai além de fazer uma campanha do agasalho.

A evolução que vejo nesse caminho é o retorno da responsabilidade social corporativa às áreas bases e estratégicas das empresas.

Com isso, os negócios terão no DNA a questão social e poderão posicionar a empresa no tripé de sustentabilidade de forma sólida e consistente, sem demagogia, sem hipocrisia, sem a falsa percepção de neutralização ou sustentabilidade. Ser social estará na enraizado na operação do negócio e gerará uma cadeia de valor dos fornecedores, clientes/consumidores e todos os stakeholders.

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